CARREIRA & NEGÓCIOS

Meu vizinho é um psicopata; e ele fala a mesma coisa


Fazia tempo que eu não fazia meus devaneios. Excesso de trabalho, preocupações demais, soluções de menos.

Mas conversando com um velho amigo essa semana, e contando as agruras da vida corporativa, ele me falou desse livro.

Meu Vizinho é um Psicopata
Autora: Martha Stout
Editora: Sextante
.
Sinopse:
Você conhece algum psicopata? Pense bem antes de responder que não. Quando ouvimos essa palavra, logo pensamos em criminosos violentos, serial killers, como vemos na TV e no cinema. Mas a verdade é que nem todos eles são assim.

Psicopatia é o termo mais popular para nos referirmos à sociopatia, distúrbio que se caracteriza pela falta de consciência e que é bem mais comum do que imaginamos, atingindo uma em cada 25 pessoas.

Entre seus principais “sintomas” estão: incapacidade de adequação às normas sociais; falta de sinceridade e tendência à manipulação; impulsividade; irresponsabilidade persistente e ausência de remorso.

Para atingir seus objetivos, o psicopata é capaz de mentir, roubar, manipular e até matar sem sentir culpa alguma. Talvez seja um marido agressivo, um pai que maltrata os filhos ou um chefe que humilha os funcionários.

Embora saibam o que é certo ou errado, os sociopatas simplesmente não se importam com isso. Conhecem as regras da sociedade e entendem como nós, pessoas com consciência, agimos e pensamos – e lançam mão disso para nos manipular e circular despercebidos em nosso meio.

Com anos de experiência no atendimento a vítimas de psicopatas, a Dra. Martha Stout traça um retrato preciso desses indivíduos, explica como identificá-los e ensina 13 regras para nos defendermos da ameaça que eles representam.

Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em vários países, Meu vizinho é um psicopata se tornou uma referência sobre o assunto e ganhou o prêmio Books for a Better Life (Livros para uma vida melhor) daquele mesmo ano por sua significativa contribuição à sociedade. (fonte: Editora Sextante)

Caro amigo, quantas vezes você olhou para a sala ao lado da sua, para a mesa em frente, para aquele sujeito que entrou no banheiro um pouco antes de você, e afirmou: esse cara não pode ser normal!

A socipatia corporativa é um mal que atinge cada vez mais os executivos de plantão. E você tem dois tipos: os que sofrem do mal – e mentem, são bajuladores, tratam você muito bem quando estão próximos mas bastou você mostrar as costas para as coisas desandarem – e aqueles que sofrem as consequências dos que sofrem do mal da sociopatia. Geralmente são os que são vítimas, não sabem como lidar com o jogo corporativo, e sucumbem com uma violenta puxada de tapetes.

Como evitar? Parece aquela receita de remédio anti-concepcional. Quando a moça bonita e fogosa vai perguntar ao especialista como evitar a gravidez, uma vez que vivia “fazendo amor” com o namorado, o médico receita: suco de laranja. Ela pergunta: Antes ou depois? E ele responde: Em vez de!

Cabe o mesmo para o amigo leitor: como evitar? Não viva o mundo corporativo.

Como essa não é uma opção válida para muitos que estão na vida, recomendo pelo menos algumas dicas para identificar o nosso vizonho sociopata.

i. O cara tem um comportamento amigável com você na frente do seu chefe, mas quando estão sozinhos ele quase o ignora?

ii. É do tipo bajulador com quem aparenta ter mais poder que ele? ao mesmo tempo pisa naqueles que estão abaixo?

iii. Faz grandes atrocidades com a equipe subordinada e não esboça nenhum arrependimento?

iv. Vende o trabalho dele (e só dele) como a coisa mais impressionantemente bem feita desde as pirâmides de Gizé? e ignora (e se esconde) quando a área de sua responsabilidade apresenta um problema que quase quebra a empresa?

v. Mente tão bem que até ele acredita no que ele fala?

Pois bem meu caro: más notícias. Você está na frente de um desses casos de sociopatia corporativa.

Calma, calma… não corte os pulsos. Pelo menos você conseguiu identificar o indivíduo antes que as unhas dele fiquem cheias de farpas do tapete que você pisa.

E antes que você saia atualizando currículo, sugiro calma.

Primeiro porque aprendi que não há bem que sempre dure nem há mal que nunca termine. O sujeito em questão uma hora explode. Pode até ser que você esteja numa grande organização que permite que figuras desse tipo se escondam embaixo da mesa quando chega a crise. Mas mesmo esse tipo de organização começa a desenvolver vacinas para evitar essas figuras.

Depois, aprenda a ter calma. Entrar na pilha, cair na armadilha de perder a calma, só vai enfraquecer sua posição. Faça como manda os mais experientes: na frente da morte (ou do boçal em questão) sorria. A calma vai fazer você agir com mais naturalidade e inteligência.

Terceiro: não pense que tudo vai se arrumar naturalmente. Não vai. E se você ficar quieto vendo a banda passar vai terminar na frente de um MacBook Pro atualizando seu resumé. Faça suas alianças, tenha a organização ao seu lado, tenha seus amigos sempre próximos – e como diria Don Corleone, seus inimigos mais próximos ainda – e principalmente gere resultado e mostre o resultado. Se você ficar quieto no seu campo e não mostrar o que está fazendo, amanhã essa imagem “low profile” e pouco vendedora vai lhe custar caro.

É pouco? pode parecer… mas comece por aí.

E se tiver sugestões em como lidar com sociopatas corporativos, mande aqui nos comentários.

Vamos em frente…

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1 comentário em “Meu vizinho é um psicopata; e ele fala a mesma coisa

  1. Pingback: O que vai estar escrito na sua lápide? « Blog do Criscio

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