CARREIRA & NEGÓCIOS

Perguntas difíceis, respostas simples


Semana passada a Exame.com publicou um curioso artigo baseado em post que saiu no Wall Street Oasis – site que fala sobre recrutamento em Wall Street – sobre perguntas ofensivas em entrevistas de emprego.

Algumas perguntas:

“Se eu disser que a única maneira de você conseguir esse emprego é me deixar dormir com a sua namorada, você aceitaria?”

“Você ainda não recebeu uma oferta de emprego? Qual o seu problema?”

“Qual parte do seu currículo é a maior besteira?”

“Você vai trabalhar 110 horas por semana aqui, você consegue suportar isso?”

Esse estilo aparentemente mais agressivo é comum lá. E começa a tomar forma aqui.

De qualquer forma as entrevistas de emprego – e se você ainda não está acostumado a elas, vai se preparando – aborda três conjuntos de perguntas:

i. Seu emprego atual/anterior: O que você fazia (ou faz)? Por que você saiu (ou quer sair, se ainda estiver por lá)? O que você fez de bom lá? E o que fez de ruim?

ii. Seu emprego desejado: Por que quer ir trabalhar na empresa que está lhe entrevistando? O que poderá fazer de melhor lá? Qual a pretensão de remuneração?

iii. Seus dados pessoais: O que gosta de fazer nas horas livres? Como as pessoas lhe avaliam? Quais suas características sob pressão?

Em alguns casos, principalmente quando o entrevistador for dos bons, ele não faz a pergunta diretamente, mas dá corda para você embarcar e contar suas história e aspirações.

Trabalhei muitos anos em consultoria de alta gestão. É comum nesse segmento os “cases”. Durante a entrevista o entrevistador lascava: “qual a frota de aviões comerciais voando no Brasil?”. Ou então: “quantas padarias temos no Brasil?”. Ou ainda aquela mais engraçadinha: “quantas listras pretas tem uma zebra?”. (se você ficou curioso, no final do texto você encontra a fronta brasileira de aeronaves comerciais; sobre padarias e zebras, nem procurei…)

Essas perguntas eram testes que visavam (e ainda visam) avaliar muito mais a forma de raciocínio e a maneira de se chegar ao resultado, do que propriamente o resultado em si. Atualmente o entrevistado provavelmente perguntaria: posso abrir o iPad e responder?

Mas particularmente eu acho que as perguntas mais difíceis são aquelas mais triviais. Por exemplo, quando perguntam por que você saiu ou quer sair do seu emprego. Ou a clássica pergunta: quais seus três defeitos. Aliás, essa pergunta é a mais desagradável. A tendência é o candidato usar qualidades como defeitos. Mas certa vez uma diretora de recursos humanos fez duas perguntas diferentes, tentando encontrar essa resposta:

– “Qual a sua pior experiência com algum subordinado?”;

– “O que seus colegas falariam sobre você?.

Enfim, concluindo esse blá blá blá todo, minha sugestão é sempre usar da verdade. De forma tranquila, ponderada, sem ansiedade mas sem sonolência.

E principalmente estar preparado para todas as perguntas. Cada processo de entrevista é único, e seu entrevistador pode estar naqueles dias mal-humorado, e não ter paciência com respostas muito rebuscadas ou pouco objetivas. Acho que falar sempre a verdade, de maneira objetiva e franca, é o melhor caminho para criar uma atmosfera agradável e uma relação de confiança.

***

Links com assuntos do mesmo tema.

O site que reuniu todas essas perguntas é esse:
Se quiserem saber mais algumas perguntas, tem várias muito boas:
A frota aérea brasileira atualmente é de 425 aeronaves – fonte: http://www.fsdownload.kit.net/aviacaocomercial/frotas.htm
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Sobre V Criscio

Gestão, Marketing, Internet, Comércio Eletrônico, Reestruturação e Startups.

1 comentário em “Perguntas difíceis, respostas simples

  1. Bem Vicente, qualquer mudança é bem-vinda, pois as últimas experiências que tive com entrevistadores foram bem constrangedoras. Abaixo a mesmíce!!!

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