CARREIRA & NEGÓCIOS

Carreiras: precisamos formar empreendedores


Uma das grandes preocupações da juventude hoje em dia é com relação à sua carreira. Aqueles que procuram por um curso universitário ficam na dúvida entre uma infinidade de cursos disponíveis hoje.

Mas nem sempre estar formado, com o diploma universitário, é garantia de uma carreira de sucesso.

Os números no Brasil atualmente são mais que animadores. Crescimento do PIB, emprego em alta, estão gerando carência de profissionais em algumas áreas estratégicas. Só de engenheiros há um déficit enorme. O pré-sal, crescimento da construção civil e o boom do setor automotivo são os principais demandadores.

A China forma 400 mil engenheiros por ano. No Brasil? Hoje temos apenas 400 escolas de engenharia e 2,2 mil cursos de graduação na área. Das 197 mil vagas anuais oferecidas, 120 mil são ocupadas. Somente um em cada grupo de 800 alunos do ensino fundamental inicia um curso de engenharia.

Então basta fazer um curso de engenharia e o garoto está com a vida ganha, certo? Errado!

Lembremos que a garotada que hoje está entrando na faculdade – ou seja, com 17, 18 anos de idade – é a que presenciou um dos mais crueis (e algumas vezes desnecessários e injustos) processos de lay-off que o mudno corporativo viu nos últimos anos. E as vítimas eram pais, tios, os pais dos amigos, enfim, gente muito próxima, que essa garotada presenciou com os olhos ingênuos da infância a fatídica frase “fulano perdeu o emprego”. E invariavelmente o fulano era o papai.

Então é razoável que essa garotada tenha seus receios. Vai acontecer comigo? Vale a pena estudar 5 anos, mais 1 ou 2 de pós graduação ou ainda um MBA? E quando o PIB parar de crescer?

Aí vem a questão: as escolas, salvo raríssimas exceções, não formam empreendedores. Formam técnicos, especialistas, profissionais, mas não ajudam na fomação de empresários.

O Brasil ainda é um celeiro do empreendedorismo. Mas muito por conta da necessidade do que do planejamento e formação.

O caminho? As escolas, desde o ensino fundamental, devem se preocupar menos com conteúdo e mais com formação empreendedora. A garotada desde cedo tem que aprender a montar um negócio, quebrar e montar outro. O fogo ensina e transforma. Na medida do possível, e da disponibilidade de recursos, os jovens deveriam se arriscar.

Melhor fazer isso com 18, 20, 22 anos. Caso contrário correm sério risco de terem que fazer isso forçadamente aos 40 anos de idade.

De acordo?

Siga em frente! Mantenha o ritmo.

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